Por do sol em Penedo

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Não se deixem enganar, meus amigos


DESFAÇATEZ

 
De forma a compensar os seguidos tombos nas propostas do tal “ajuste fiscal”, “tia” Dilma e o banqueiro Levy decidiram aumentar impostos, bloquear 70 bilhões de reais no Orçamento da União (dos quais 9 bilhões da Educação – e elevou de 15% para 20% a alíquota de CSLL (Contribuição Sobre o Lucro Líquido) para instituições financeiras, de forma a mostrar que suas medidas também atingem o “andar de cima”. Trata-se de mais uma chicana, que deve ser explicado de modo a ficar claro que o Velhote não está apenas jogando palavras ao vento.

Como foi dito ontem, o Brasil vive de mentiras, embustes e trambiques. O cotidiano brasileiro, em todas as esferas, prova isso.

Em 1962, portanto, há 53 anos, a editora Civilização Brasileira lançou um pequeno livro da autoria de Álvaro Vieira Pinto, chamado “Por que os ricos não fazem greve?” Era o quarto volume da série “Cadernos do povo brasileiro”. A Civilização Brasileira, como se sabe, bateu-se contra a ditadura – e logo, por efeito da censura, do terrorismo e do bloqueio financeiro, foi obrigada a fechar. Os livros que publicara foram devidamente pulverizados.

Álvaro Vieira Pinto foi um dos homens mais notáveis que o Velhote conheceu na vida. Foi o único filósofo que nós, brasileiros, produzimos – esta era a opinião de Darcy Ribeiro. Escrevi, há alguns anos, um pequeno artigo sobre ele para o jornal O Globo. Este artigo, expandido, foi transcrito no meu blog. É a matéria mais visitada e lida entre as tantas que publiquei no blog.

Pois bem, em “Por que os ricos não fazem greve?” Álvaro Vieira Pinto demonstra que os ricos não fazem greve “por duas razões: primeiro, porque não podem fazê-la, porquanto sociologicamente não trabalham, já que o seu ofício, mesmo exigente e severo, significa o serviço exigido para a conservação, defesa e alargamento do capital que possuem”. Em resumo: o trabalho/serviço do patrão/capitalista não produz, em si, riqueza, mas garante a defesa e a reprodução dos seus ganhos. Quem produz riqueza é o trabalhador, cabendo ao patrão administrar essa produção da riqueza – e lucrar com ela.

Mas, para efeito dessa nota, o que nos interessa é a segunda razão: “os ricos não fazem greve porque não precisam fazê-la, pois acreditam que os trabalhadores a fazem por eles”. Esta é a questão essencial. O Velhote vai explicar, em linguagem simples, o argumento de Álvaro Vieira Pinto.

A verdade é que a greve dos trabalhadores é, até certo ponto, algo indiferente para os patrões “porque o prejuízo que ela (a greve) eventualmente causar (ao capitalista) será logo compensado com o aumento geral dos preços e, sobretudo, com o incremento da pressão política que o patronato exerce sobre as cúpulas governamentais”. No fundo, os patrões/capitalistas não desejam a greve, mas se ela acontecer os patrões/capitalistas encontrarão sempre um meio de compensar os eventuais prejuízos que tiveram.

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Por que, afinal, o Velhote do Penedo escreveu tudo isso?

O Velhote quer alertar aos seus amigos do embuste preparado pela dupla Dilma/Levy, ao informar que irão elevar a alíquota dos tributos dos bancos.

O Velhote vai dizer o que acontecerá:

 

1 – Dilma/Levy aumentam a alíquota;

2 – o PT e o governo dirão que, com a medida, o “andar de cima” também está pagando a conta do ajuste fiscal;

3 – Os bancos – docemente constrangidos - reclamarão, mas pagarão a alíquota aumentada;

4 – Imediatamente, os bancos elevarão os juros e os custos dos seus serviços (fornecimento de extratos, débitos em conta, etc.), transferindo-os para a população o custo do aumento do imposto cobrado pela dupla Dilma/Levy.

 

Perceberam o embuste? Depois digam ao Velhote se ele está ou não certo.

Um comentário:

  1. A Lu,minha mulher, para receber uma modesta pensão deixada por seu pai abriu uma conta no Itau com 100 reais. A conta tinha que ser individual. Isso ocorreu ha2 meses, a pensão ainda não saiu mas o itau já cobrou, a título de manutenção 80 reais. 40 por mês, reclamamos e baixou para C$ 10,50 sem estorno do já cobrado.

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