Por do sol em Penedo

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terça-feira, 24 de maio de 2016

São 12 milhões de desempregados!


As lições políticas

Volto ao assunto, tal a sua importância.

Petistas e assemelhados ficaram assanhados com o episódio Jucá – e voltaram à cantilena do golpe, que não houve. É interessante ver gente também investigada pelo Lava-Jato, que antes faziam insinuações malévolas à operação, apresentar-se agora como defensores da luta contra a corrupção. Gente, inclusive, que, como Jucá, estão sendo investigados – e estão sentados no Senado ou fazendo deliciosas viagens à custa dos contribuintes.

Muitos petistas já estão presos, condenados, gente de peso e história no falecido PT, como é o caso do José Dirceu, Vaccari, Delúbio, Silvinho Pereira, entre outros. Aliás, petistas ilustres, como o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, estão sendo investigados hoje não só pela Lava-Jato como pelas operações Zelotes e Acrônimo. Não defendo o Jucá, mas o coloco no mesmo nível que a Gleisi Hoffman, Lindenberg (cujos bens estão bloqueados), Fernando Pimentel, entre outros. Todos, um dia, irão parar na cadeia.

O episódio Jucá teve dois efeitos, além - é claro - do seu afastamento do ministério. O primeiro: reforçou, indiretamente, a operação Lava-Jato, pois demonstrou que, apesar de tudo, a opinião pública, a população, o povo, acredita e deseja que a caça aos ladrões vá até o fim. O segundo: proporcionou ao governo Temer uma demonstração de ação rápida diante de uma crise. Hoje, Temer fez um pronunciamento – e houve entrevista coletiva dos seus principais ministros. Como escritor e homem de bom gosto, foi ótimo ouvir dirigentes que respeitam e sabem o português e não dizem loas à mandioca nem defendem a estocagem de vento.

Continuo dizendo que um dos problemas centrais do Brasil, além dos buracos econômicos e da histeria política do PT e assemelhados, é o contingente de 12 milhões de desempregados, que afetam, por baixo, cerca de quarenta milhões de pessoas. Um problema – diga-se - que não passa pelo nariz dos intelectuais e artistas, que amealham grana preta do Ministério da Cultura, inclusive para produzir livros de receitas de bolos e peças escatológicas, onde atores e atrizes fuçam o fiofó uns dos outros. Os artistas e intelectuais brasileiros que defenderam a remontagem do Ministério da Cultura são viciados em Estado – e poucos estão preocupados realmente em fazer cultura, mas o de garantir o emprego do burocrata que libera os recursos que eles torram a rodo.

Tenho comigo a Certidão de Informações, em meu nome, que contém os resumos dos documentos existentes no acervo do Serviço Nacional de Informações – SNI e nos demais conjuntos documentais do Regime Militar, nos quais sou citado. Lá constam as perseguições de que fui vítima, inclusive com dados das empresas que não puderam me contratar por decisão do SNI. Vivi três anos assim, em busca de emprego – e eu tinha duas filhas pequenas. Eu vivia de expedientes: traduzi livros de bolso vendidos em bancas de jornal, servi de motorista, vendi alguns livros meus, comprei fiado. O Velhote sabe perfeitamente o que é ser desempregado, especialmente em época de crise.

Já disse: são 12 milhões de desempregados no Brasil e, segundo a Folha de S. Paulo (13/04/2016), 60 milhões (41% da população com mais de 18 anos) estão na lista de inadimplentes (dados da Serasa Experian). O desemprego, resultado de uma política econômica desastrada, é uma crueldade inominável.      

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